Quarta-feira, Julho 08, 2009

Falta muito, ainda, muito

Ela disse tudo.

Segunda-feira, Julho 06, 2009

o mundo da Monsanto

Segundo a Monsanto, os transgênicos (da Monsanto) vão acabar com a fome e, com os transgênicos (da Monsanto), o mundo será perfeito




Nem todos concordam

Domingo, Julho 05, 2009

perdedores

"No final, a natureza vencerá. Hoje, estou do lado dos perdedores". Este é depoimento de Ian Tchagra Little, ambientalista. O Discovery Channel veiculou como vinheta há um tempo.

Se estivesse viva, minha mãe estaria completando 66 anos na próxima quinta-feira, dia 9. O lado que ela escolheu para viver é um contraponto ao mundo do excesso, do consumo e do egoísmo.

No final, ela vencerá!

Quarta-feira, Junho 24, 2009

Na cozinha

Acho que as questões do diploma se resumem, mesmo, a apenas uma: a transdisciplinariedade. Existe alguma graduação que, por princípio, seja mais multi e transdisciplinar do que a de jornalismo?

Sei que há inúmeras escolas de jornalismo que não merecem nem serem chamadas de faculdade, quanto mais universidade. Mas outras, como a minha, me proporcionaram uma formação de muito boa qualidade.

O André, outro jornalista com diploma, me enviou o texto.

"Reflexões de um aprendiz de cozinheiro

Nesses 55 anos de estrada, confesso que vivi. Profissional e afetivamente. Mas que me perdoe Pablo Neruda, nunca aprendi a cozinhar. Sei apenas de cozinha de jornal. Aquele trivial simples, como fazer títulos e linhas de apoio, legenda e texto-legenda, chamada, macaca e outros adereços. Aprendi a botar tempero na matéria alheia, numa época em que o copidesque do Jornal do Brasil estava repleto de gurmês de fino trato. E eu, apenas um aprendiz de cozinheiro.
Nesses 35 anos de janela, compreendi que a paisagem nos oferece várias lições e que nos cabe assimilá-las ou não. A universidade se apresenta como um balcão de ofertas. Uma oferta democrática porque permite a aprendizes conhecer, experimentar, refletir, enfim preparar receitas que, espera-se, algum dia serão destinadas à sociedade. No espaço da sala de aula pode-se sim ensinar técnicas jornalísticas. Se não acreditasse nisso, preferiria pedir demissão.

Quando um poder supremo desmerece uma profissão desqualifica também sua formação. Ignora o longo tempo de dedicação de jovens que buscam nos bancos escolares ascensão social e a perspectiva de encontrar um lugar digno na sociedade, sem depender de favores, práticas de nepotismo ou arranjos partidários.

Talvez seja essa possibilidade que incomode tanto. Silenciosamente, a universidade pode contribuir para dotar cidadãos das mais variadas origens sociais de uma reflexão crítica, sem qual ele não exerceria qualquer profissão de nível superior na sua plenitude.

Como repórter, aprendi que a maioria dos jornalistas não costuma ser convidada para banquetes e aqueles que o são correm o risco de pagar uma conta alta na carreira. Certa vez, ao entrevistar um empresário durante um coquetel para o qual eu não fora convidado, arranquei-lhe algumas respostas enquanto ele degustava tranquilamente um camarão, sem ao menos ter a educação de oferecer ao entrevistador. Interpretei aquela atitude como um recado, que marcava a distinção do lugar social entre os dois personagens.

Os filmes de Buñuel ensinam como as refeições representam um lugar de exclusão e inclusão na sociedade burguesa. A constatação nos ajuda a entender a metáfora do ministro onipotente. Novamente a demarcação entre os que sentam à mesa do banquete e os que preparam a comida. Sem diploma, e portanto sem os benefícios econômicos que dele advêm, o que se deseja é que fiquemos sempre condenados a preparar a comida alheia, especialmente a dos comensais de banquetes.

Aos jovens cozinheiros, candidatos a chefes de cozinha, fica a advertência. Não confundam o lugar do jornalista com os dos representantes da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), principal articuladora do lobby que derrubou a obrigatoriedade do diploma. Ho Chi Minh – cozinheiro da colonial Marinha francesa –, nos mostrou que é possível um pequeno Davi de olhos puxados sair vitorioso na luta contra Golias. A nossa luta é a do feijão com arroz contra o supreme de frango".

João Batista de Abreu
Jornalista com diploma

É o que dá...

Renata Lo Prete, da Folha de São Paulo, é uma "mosquinha" (com todo o respeito) não muito atenta.

Eis a resposta da Petrobras.

Mosca sem diploma?

A Folha de São Paulo tem uma campanha publicitária em que se intitula "a mosca que pousou na sua sopa". Na propaganda, aparece um monte de "moscas" apontando o dedo para você (no caso, nós, todos que olhamos a tv).

Os grandes jornais não querem jornalistas formados por faculdades de jornalismo de qualidade, mas aceitam, alegremente, determinadas moscas com MBA em certas Escolas de Comunicação.

Fiquei me perguntando, então, que tipo de graduação é necessária para ser uma boa "mosca" e qual a universidade das "moscas" da imprensa brasileira. Alguma coisa a ver com aquela de Navarra, tão adorada pelo ETA?

Na Época:

Carlos Alberto Di Franco dá formação cristã ao governador Geraldo Alckmin e treinou mais de 200 editores da imprensa

Carlos Alberto Di Franco, 60 anos, é um dos numerários mais influentes e bem relacionados do Opus Dei. Representante no Brasil da Escola de Comunicação da Universidade de Navarra e diretor do Master em Jornalismo, um programa de capacitação de editores que já formou mais de 200 cargos de chefias dos principais jornais do País, é citado no livro Opus Dei - Os Bastidores como o executor da política da Obra para a mídia do Brasil e na América Latina. Nos últimos anos, tem feito periodicamente uma preleção sobre valores cristãos na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes a convite do governador Geraldo Alckmin (confira matéria na página xx). O encontro, apelidado de 'Palestra do Morumbi', reúne um seleto grupo de empresários e profissionais do Direito, entre eles o vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Ometo. Na sede do Master, em São Paulo, em cujos andares superiores funciona o centro da Obra onde vive, Di Franco deu a seguinte entrevista a Época.

ÉPOCA - A partir do final dos anos 80 a Universidade de Navarra, que é do Opus Dei, passou a dar cursos nas redações brasileiras. Como surgiu essa estratégia?

Carlos Alberto Di Franco - Vários professores de lá participaram de um seminário no Rio e chamaram atenção pela sua visão de Jornalismo. Esse foi o início de um trabalho não de universidade, mas de consultoria de alguns profissionais que também são professores em Navarra. Mais recentemente Navarra montou uma empresa de consultoria que atualmente está sendo reestruturada, e eu tenho uma empresa e contrato consultores de Navarra e também daqui".

Sexta-feira, Junho 19, 2009

Jornalismo de tese

Na faculdade, dizíamos que o jornalismo de tese era aquele em que o editor tinha uma idéia na cabeça e mandava o repórter comprovar a tal idéia na prática. Dito de forma mais clara: o repórter saía da redação com a obrigação de comprovar a tese do editor, e não deveria voltar sem as "provas".

Acho que, hoje, tudo mudou muito pouco. Claro, nesse caminho entre a rua e a redação, a verdade acaba sendo esquecida em alguma esquina ética. Hoje em dia, muitos repórteres não saem mais da redação. E, como a distância entre a redação e a rua é cada vez maior, nas raras vezes em que o repórter "sai da redação" para apurar, esquece de levar o que é mais importante do que um gravador, ou papel e caneta, esquece o compromisso com a imparcialidade.

O Blog da Petrobras expôs a ferida. Não é uma revolução na blogosfera. Mas, pela repercussão, já é o caso de maior questionamento sobre os valores jornalísticos que inexistem nas redações dos principais jornais do país.

Sábado, Maio 09, 2009

que estrela andavas buscando?

Na vida, por toda a vida...

Llegó con três heridas
la de la vida
la d'el amor
la de la muerte
(m. hernandez)

A ti, mãe, sempre!